Malas desfeitas: sobre conhecer Lima (Peru)

Olá, pessoal!

Desculpem a ausência, mas esse período da faculdade está sendo uma loucura para mim, e não estou encontrando muito tempo para escrever. De qualquer forma, resolvi finalmente organizar em um post um pouco do que conheci em Lima na viagem que fiz ao Peru mês passado. Selecionei 5 lugares imperdíveis, que provavelmente caem no mainstream, mas pelo pouco tempo que tive na cidade fica difícil explorar para além dele (coisa que consegui fazer em Buenos Aires em 2012, e provavelmente algum dia poderei compartilhar algumas dicas aqui para vocês).

No mais, here we go! =)

  • Huaca Pucclana

O Huaca Pucclana é um sítio arqueológico localizado em meio aos edifícios de um dos bairros mais nobres da cidade (o bairro de Miraflores).

Construída pelos Limas, uma civilização pré-Inca, o lugar é bem curioso por destoar de todo o resto da arquitetura da capital. Diferente do que se remete ao pensar no Peru, a originalidade peruana não é vista apenas em Machu Picchu, tampouco é proveniente unicamente da civilização inca, pois existiram várias civilizações pré-incas que deixaram suas marcas pelo Peru: Caral, Nazca, Chimu, Limas, entre outras. No passeio é oferecido um tour guiado gratuito (na compra do ingresso para entrada, claro), que achei ótimo porque – ainda que a maior parte das informações que escuto nesses guias eu acabe por esquecer depois, hahaha – o sítio por si só talvez não seja tão atrativo se você não se der conta de tudo que está por trás daquelas construções (ainda que muito do que atualmente se vê no Huaca Pucllana seja restauração, eles se esforçam na tentativa de preservar o conteúdo e a forma). Os tours podem ser em espanhol ou em inglês, tendo nós escolhido o primeiro e compreendido facilmente a guia (apesar do meu pouco conhecimento de espanhol). Pelo percurso, existem vários bonecos que fazem referência às tarefas desenvolvidas em cada um dos ambientes. Na pirâmide de sete níveis, que subimos no final do tour, temos uma visão legal do bairro de Miraflores.

Além do sítio, no complexo existe um pequeno museu (por onde a visita guiada também passa) e um restaurante tipicamente peruano, onde almocei com minha mãe. Pedi um Aji de Galinha, que é um prato local que lembra o nosso creme de galinha, mas com um tempero bem mais forte, e adorei! O atendimento é excelente, os pratos têm um bom custo-benefício (pois são enormes) e a energia é ótima, porque você pode comer contemplando o patrimônio.

Extra: Alguns comentam do sítio arqueológico de Pachacámac, que fica em uma cidade próxima de Lima. Não posso opinar (#GloriaPires) porque não tive tempo de visitar, mas se tiverem oportunidade, acredito ser um bom passeio! =)

  • Museu Larco

O Museo Rafael Larco Herrera explora essas civilizações pré-incas e os incas. Ele traz um acervo enorme de peças referentes a esses povos e constrói uma linearidade, mostrando como a tecnologia foi se desenvolvendo nesses períodos até a chegada dos espanhóis. Pena que normalmente eu começo com muita empolgação, lendo tudo, então da metade para o final de uma visita a museu eu já não tenho mais tanta paciência. Além da questão histórica, três destaques que tornam imperdível e única a visita ao museu são: (i) um originalíssimo acervo de arte erótica, que apresenta um conjunto de obras feitas por essas civilizações; (ii) o fato de eles permitirem visitação ao seu depósito – o que nunca tinha visto em museu nenhum; (iii) o jardim central lindinho – completando o muro de flores também belo da entrada –, onde se situa um café bem confortável, que é ótimo para relaxar, embora os preços não sejam tão agradáveis. hehehe

  • Parque de la Reserva (Circuito Magico Del Agua)

O parque foi criado em 1929 para homenagear os civis que defenderam Lima durante a Guerra do Pacífico. É um lugar extremamente agradável para se passar a tarde desfrutando da natureza em seus 8 hectares e estilo neoclássico. Das suas 13 fontes controladas por computador, algumas são interativas e fornecem a possibilidade de diversão não só para crianças, mas também para os maiores (razão pela qual algumas pessoas levam uma roupa extra para trocar nos vestiários do local após ficarem ensopadas). A fonte principal chega a 80m de altura, embora a maioria das vezes ela apresente apenas 40m (apenas em eventos importantes e ocasiões especiais ela é programada para atingir seu limite). É possível solicitar uma guia para conhecer o parque sem nenhum custo (embora a gente tenha optado por dar gorjeta porque, devido ao tamanho do parque, o passeio acaba sendo bem longo, e nossa guia era muito fofa! <3) e que deixa o parque ainda mais interessante ao se ter conhecimento de certas curiosidades do local. No período noturno, as fontes ficam iluminadas e o visual do parque se torna ainda mais deslumbrante. Às 19h15, 20h15 e 21h30 acontece um show na Fonte da Fantasia onde grandes imagens são formadas nas telas de água retratando a riqueza cultural do Peru e sincronizando uma “dança” das fontes com música tradicional. O show é interessante, mas como “grande atração” me deixou a desejar um pouco. O parque foi premiado pelo Livro dos Recordes (Guiness Book) por ser o maior complexo de fontes em um parque público do mundo.

Informação adicional: O tempo inteiro que estivemos em Lima nossos meios de transportes foram nossos pés e os táxis da cidade, pois estes são beeem baratos – mas me irrita um pouco o fato de eles não usarem taxímetro e toda viagem ter de ser feita através da combinação prévia de preços. Para o Parque da Reserva, entretanto, é possível se ir através de BRT parando na estação do Estádio Nacional (que fica em frente ao parque).

  • Plaza de Armas

Toda cidade no Peru possui a chamada Praça de Armas (Plaza de Armas), que é a nomeação dada à principal praça da cidade, onde provavelmente você irá encontrar construções relativas ao poder político e religioso local. A Praça de Armas de Lima fica localizada no centro histórico da cidade (por sinal, o Cup of Things tem uma matéria legal de como se explorar o Centro Histórico de Lima, mas que infelizmente eu só vi pesquisando agora hahahaha) e é o seu local de fundação, além de ter sido o palco da proclamação da Independência do Peru. Dentre os principais prédios estão o Palácio de Governo, a Catedral de Lima, o Palácio Arquiepiscopal de Lima, o Palácio Municipal e do Clube da União. Por coincidência, chegamos na Praça de Armas bem a ponto de ver a troca de guardas no Palácio do Governo. Não é lá grandes coisas, mas a quem interessar, ela costuma ocorrer às 11h45.

Extra: A duas quadras da Praça de Armas, é possível encontrarmos a Basílica e Convento de São Francisco, um conjunto arquitetônico barroco belíssimo declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Através da visita guiada, pude explorar um pouco da sua construção e entender melhor a Ordem Franciscana. As catacumbas, ambiente utilizado como cemitério nos tempos coloniais, me transportou para um ambiente que, apesar de mórbido, é único e que vale muito a pena conhecer. Para pessoas claustrofóbicas, entretanto, eu não indico a visita às catacumbas porque é relativamente escuro e os espaços são bem pequenos e o caminho vai se traçando por debaixo do Convento.

  • Distritos de Miraflores e Barranco

Dois bairros nos quais você não pode deixar de pisar em Lima são Miraflores e Barranco.

Miraflores é provavelmente o melhor lugar para se hospedar em Lima, por ter tudo que você precisa e ser relativamente próximo dos principais pontos turísticos, além de ser conhecido pela sua segurança (bem mais efetiva que os demais bairros de Lima). Esse distrito é repleto de áreas verdes e é extremamente agradável dar um passeio por seus parques, destacando-se o Parque do Amor e o Parque Kennedy, também conhecido como Parque Central de Miraflores, onde fica a Municipalidade de Miraflores e paraíso para os fãs de gatos. Outra parada obrigatória em Miraflores é o Shopping Larcomar, que leva destaque por seu design completamente moderno e sua localização, no topo das falésias de Lima, sobre o Oceano Pacífico.

O Barranco é conhecido por ser o bairro boêmio de Lima. Infelizmente, resolvemos conhece-lo somente último dia e depois de longas caminhadas, então o cansaço não permitiu que eu desfrutasse muito, mas senti a energia e a vontade de que tivesse mais um dia para explorá-lo. Além do agito noturno com bares e baladas, o bairro oferece algumas opções de museus interessantes, locais de observação que proporcionam uma bela vista do mar, igrejas, entre outros pontos de interesse turísticos. Como me falta propriedade para falar, mas senti que é uma área ótima para se conhecer, selecionei algumas matérias que falam sobre lá e trazem um apanhado geral do que conhecer: O Cup Of Things e Viajando com Palavras discutindo algumas atrações diurnas e a matéria do Juarez Becoza falando um pouco dos bares).

Espero que esses comentários tenham transmitido um pouquinho de Lima, uma capital que, por detrás dos moldes de uma cidade grande, oferece bastante originalidade e particularidade para se desfrutar.

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