Top 5 de Filmes (Zuko)

Hoje passei o início da tarde – antes da aula – conversando com meus amigos da faculdade sobre cinema. Isso me motivou a compartilhar com vocês meu Top 5 de Filmes, que nada mais é do que um enorme guilty pleasure. Embora a conversa hoje tenha sido envolta de diretores como Lars Von Trier, Tarantino¹, Almodóvar e Scorsese; aqui vocês não vão ter nenhuma “grande obra” de um “grande diretor” (exceto pelo meu querido François Ozon que me encanta em tudo que põe a mão). Mas todas elas têm algum significado especial para mim.

OBS: Evitei ao máximo trazer spoilers.

  • Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004)

“Criada na selva africana por seus pais zoólogos, Cady (Lindsay Lohan) acha que sabe tudo sobre ‘sobrevivência dos mais bem dotados’. Mas a lei da selva toma um significado totalmente novo quando a garota de 15 anos, educada em casa, entra na escola pública pela primeira vez.

Tentando encontrar seu lugar entre esportivas, cerebrais e outras subculturas, Cady cruza o caminho com a espécie mais perigosa: a Abelha Rainha, mais conhecida como a descolada e calculista Regina (Rachel McAdams), líder das Poderosas. Quando Cady se apaixona pelo ex-namorado de Regina, a Abelha Rainha recebe a ferroada e trama para arruinar sua vida social. As garras de Cady logo aparecem, quando ela pula de cabeça em uma hilariante ‘guerra de garotas’, que vai fazer o colégio todo procurar abrigo.”

17 - mean girls

Apesar de ser uma comédia adolescente colegial norte-americana, Meninas Malvadas é único e irreverente em seu jeito ser. Ainda que com alguns clichês clássicos do gênero, o filme é bastante original e traz uma série de críticas inteligentes e sacadas geniais. Não é à toa que é cultuado até hoje – mais de 10 anos após ter sido lançado.

Para mim, Meninas Malvadas descreveu exatamente o que foi minha vida escolar, e se replicou no início de minha vida universitária. A formação de grupos por interesses comuns; a segregação dos não-padronizados; as pessoas que ditam tendências e são cultuadas por deter poder aquisitivo; os que se modificam para tentar se inserir em um grupo específico. Em toda grande escola acredito que você vai encontrar correspondentes para qualquer um dos personagens: Vai ter Regina, Cady, Gretchen, Karen, Damian, Janis, Aaron, Kevin… e aí está o encanto do filme. Ele traz uma realidade nada agradável das escolas de uma forma cômica, e com a qual a maior parte das pessoas podem se relacionar. Se você não se relacionou, acredite, você teve sorte! Hehehehe

*Clique aqui para assistir o trailer do filme*

E lembrem-se: amanhã é quarta-feira e “On Wednesdays we wear pink”!

  • 8 Mulheres (8 Femmes, 2002)

“Marcel, o único homem da casa, é assassinado, no período do Natal. As oito mulheres que vivem ao seu redor não podem deixar a casa, por causa de uma nevasca, e passam a discutir e acusar umas às outras de assassinas. A investigação segue e traz inúmeras e surpreendentes revelações.”

17 - 8 mulheres.jpg

François Ozon dá vida a essa maravilhosa trama teatral, onde 8 mulheres são colocadas frente-a-frente para solucionar o caso da morte daquele dá elo a elas. O filme é um musical, com uma pegada de suspense e outra de comédia que prende completamente o espectador. No elenco: Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Emmanuelle Béart, Fanny Ardant, Virgine Ledoyen, Danielle Darrieux, Firmine Richard e Ludivine Sagnier.

Vários elementos são responsáveis pela minha paixão por este filme. Primeiramente o cenário, com uma ambientação linda e cores bem vivas, e a língua francesa que sempre encanta. As atuações não poderiam ser menos que incríveis, afinal, o elenco selecionado compreende oito das melhores atrizes francesas – de diferentes gerações – da atualidade. Os segredos revelados não só cumprem seu papel de surpreender, mas vão além ao nos fazer refletir sobre várias questões sociais. E por fim, mas definitivamente não menos importante, o aprofundamento que Ozon dá para cada um dos personagens por meio do desenrolar da trama, dos diálogos e das músicas (cada uma canta uma música própria da personagem) é sensacional.

*Clique aqui para assistir o trailer do filme*

  • Grease – Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978)

“É um filme inspirado em um musical homônimo com participação do próprio John Travolta em 1971, passado na Califórnia no final da década de 50 e começo da década de 60. Ele conta a história de um casal de estudantes, Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), que trocam juras de amor no verão, mas se separam pois ela voltará para a Austrália. Entretanto, os planos mudam e Sandy por acaso se matricula na escola de Danny. Para fazer gênero, ele infantilmente a esnoba, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise.”

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Da era dos musicais, Grease é o meu xodó. As músicas são maravilhosas, e o espírito de amizade que ele traz ao final de tudo é muito bacana, embalado ao som de “We Go Together”. É bem aquele espírito de quando você se forma no colégio/faculdade, com um pouco mais de amor e menos tecnologia hahaha Embora hoje em dia eu seja um pouco crítico ao desfecho dado ao filme (no que remete à Sandy, personagem da Olivia Newton-John), ele continua tendo em mim a mesma marca que teve desde a primeira vez que o assisti, há mais de 10 anos. Ele traz um panorama bem legal não só do comportamento dos jovens, mas da vida em geral daquela época.

*Clique aqui para assistir o trailer do filme*

  • Pânico (Scream, 1996-2011)

“Um serial killer, fanático por filmes de terror, vem assustando cada vez mais uma pequena e pacata cidade do interior da Califórnia em 1996 ao assassinar brutalmente os jovens da cidade. Primeiro, ele telefona para alguém fazendo perguntas sobre filmes de terror. Se a vítima errar a resposta, ele depois invade a casa dela e a esfaqueia.

O problema é que ninguém sabe quem pode ser o assassino, já que ele usa uma máscara de fantasma (ghostface) e um facão para abrir suas vítimas de cima a baixo. Em uma das tentativas do assassino, ele falha ao tentar matar a jovem Sidney Prescott. A partir daí, começa sua obsessão por Sidney e tentativa constantemente de matá-la.”

17 - scream

Amo filmes de suspense; principalmente se tratarem de serial killer. Pânico foi um dos primeiros filmes que vi neste estilo, e ele tem que ter seu lugar nesta minha lista não só pelo medo de escuro e de perseguição que me trouxe por algumas noites quando criança, mas pelo papel fundamental na revolução do gênero e a representatividade que tem até hoje. Em 2011 foi lançado Pânico 4, 11 anos após o filme anterior, e eu tive o prazer enorme de vê-lo no cinema (fui três vezes). E é uma fórmula que para mim nunca cansa e só não anseio por mais um filme da série porque o quatro fechou com chave de ouro e o falecimento ano passado do diretor, Wes Craven, comprometeria a qualidade de uma nova obra. Isso porque a inserção de doses de humor é fundamental para a originalidade da série, que nos coloca para indagar o assassino do início ao fim, nos colocando em várias situações de susto, mas proporcionando também algumas boas risadas – o último, em especial, transbordou deste humor.

Não é por acaso a sacada brilhante de fazer um filme de comédia inspirado nele, tal como foi Todo Mundo em Pânico 1 (Scary Movie) cujo enredo se assemelha ao de Pânico, não fosse o teor completamente cômico e escrachado do filme que, vale salientar, eu gosto bastante, mas é o único da série que vale a pena gastar o tempo hahaha

E falando em “spin-off”, o Netflix lançou no final do ano passado uma série chamada Scream que é totalmente baseada nos filmes do Wes Craven. Embora eu prefira os filmes, eu super indico a série também! =D

Ah, e uma curiosidade sobre mim! Eu era tão viciado em Pânico que eu me intitulava Pânico e tinha um blog pessoal chamado “Blog do Pânico”. Durante um certo período, ele bombou em visualizações quando o programa “Pânico na TV” começou a ser televisionado, e as pessoas iam lá deixar comentários sobre o programa. Não sei como faziam essa tremenda confusão com uma foto minha gigante estampada no layout do blog e postagens extremamente pessoais sobre a minha rotina, mas okay. HAHAHA

*Clique aqui para assistir o trailer do filme*

  • Antes que termine o dia (If Only, 2004)

“Ian (Paul Nicholls) e Samantha (Jennifer Love Hewitt) formam um casal feliz e cheio de planos para o futuro. Enquanto Samantha busca demonstrar seu amor a todo momento, Ian procura voltar sua atenção para a carreira e os amigos. Após um dia em que tudo deu errado, eles terminam o namoro. Entretanto um acidente faz com que a vida deles mude de rumo. No dia seguinte Ian percebe que acordou novamente no dia anterior, tendo a chance de refazer tudo o que tinha feito antes, só que agora da forma correta.” 

17 - if only

É um filme de romance bem clichê, de fato. Mas ainda assim me põe para chorar todas as vezes que assisto. Para quem gosta de um drama romântico, eu indico para assistir com o(a) companheiro(a) naquela segunda-feira chuvosa. Se você tiver carente, fuja desse filme! Hahaha

Tem outros filmes do estilo muito mais bem elaborados ou com twists melhores, mas não sei porque esse mexeu tanto comigo e nunca sai das minhas listas de melhores filmes ❤

*Clique aqui para assistir o trailer do filme*

Na verdade, outro filme que estaria neste meu Top 5, talvez no lugar de “Antes que termine o dia” seria Corrente do Bem. Mas como já falei um pouco sobre ele em outro post, preferi abrir espaço para outro filme que também tem espaço no meu coração.

Ademais, vou citar outros filmes que não estão no meu Top 5, mas que também merecem destaque em um post de lista de meus filmes favoritos (em ordem aleatória):

  • Intrigas (Gossip, 2000) – O enredo desse suspense é maravilhoso e surpreendente. Explora o universo acadêmico e o caos que a propagação de uma fofoca pode tomar.
  • Garotas não choram (Große Mädchen weinen nicht, 2003) – Um filme sobre adolescência que explora a vingança de uma menina que descobre que seu pai está tendo um caso fora do casamento. Explicar a razão desse filme ter me marcado exigiria que eu contasse uma parte importante do enredo que acontece no meio do filme, que é bem pesada e densa, então prefiro ficar calado. Hahaha
  • Bridegroom (Bridegroom, 2013) – Um documentário sobre o relacionamento de seis anos de um casal homoafetivo e a posterior batalha de Shane Crone quando seu parceiro morre subitamente (isso é contado no início do filme, hehe). Desabei em lágrimas e admiração depois desse filme.
  • Medianeras (Medianeras, 2011) – Traz à tona a solidão e os inúmeros desencontros que a vida nos traz. Só amor por esse filme que nos deixa com um sorriso bobo no rosto.

Vou parar por aqui antes que comece a falar mais e mais filmes e de um Top 5 eu saia para uma lista com uns 50 filmes. Afinal, filmes estão sempre em contato com a nossa vida (seja por termos vivido aquilo, por ter deixado passar, por querer viver ou por ter medo de enfrentar) e então fica difícil no meio de tantas obras dos mais diversos estilos dar destaque a poucos para refletir essa composição. Mas acho que esses que citei conseguem me traduzir bem! =)

Ah, e para quem deixou passar despercebido, Lu compartilhou também o seu Top 5 Filmes em setembro do ano passado. Será que a lista continua a mesma? Hehehe. De qualquer forma, corre lá para ver o post que tem dicas ótimas!

¹ Por sinal, está sendo exibido nos cinemas atualmente “Os Oito Odiados”. Quem gosta dos filmes do Tarantino, não deixe de ver. É espetacular! ❤

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4 comentários sobre “Top 5 de Filmes (Zuko)

    1. Hahahahahahaha não dá pra comparar, né? Mas mesmo nos filmes eu sinto uma vibe cômica em alguns momentos. No último (Pânico 4) principalmente, mas acho que aí já foi a proposta direta hahaha Assiste!!! 😛

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    1. Hahahahaha boa consideração! Acho que o guilty pleasure fica mais nos 5 iniciais que citei. Esses que falei adicionalmente, principalmente Medianeras, tão mais pra “proud pleasures” mesmo porque na minha opinião todos são muito bem construídos ❤

      Curtido por 1 pessoa

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