Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter…

Hoje foi a primeira vez que me deparei com o tema Filosofia do Boteco e não tive um assunto de cara para escrever. Para os que não sabem, eu e Luiza seguimos um fluxo entre as três temáticas principais do blog (enquanto Luba, nos seus posts quinzenais, flutua entre as três em um outro ciclo) para não ficar algo muito monotemático e maçante. Assim, como eu discuti na terça passada sobre “estilos de aprendizagem” – enquadrado como obrigação – e Luiza trouxe a dica de passeio pelo “Jardim Botânico do Recife” – enquadrado em diversão –, o post dessa terça seria mais uma de minhas reflexões e aleatoriedades. Diante da minha falta de criatividade, lembrei uma fase de minha vida que cultivava um blog pessoal com minha amiga para falar bobagem. Exceto por minha mãe, que o encontrou uma vez aberto no meu computador, se apaixonou, e saiu lendo todos os posts; só eu e minha amiga temos conhecimento de sua existência).

Entrei nele para ver se havia alguma discussão interessante, mas a nostalgia acabou me fazendo ler tudo de novo, e analisando as mudanças do tempo. Refleti sobre as questões que eu discutia, a forma como eu abordava, o que eu pensava ou deixava de pensar naquela época, etc. Enquanto mudei meu posicionamento diante de alguns aspectos, outras postagens refletem questões que discuto até os dias atuais. Uma destas (que, embora bobinha, ainda levanta alguns questionamentos na minha cabeça) veio em uma postagem sobre sonhos.

Segue abaixo um trecho do que postei em 20 de outubro de 2007 (no auge dos meus 16 aninhos):

Sonhar é algo interessante pois torna real tanto coisas que você sempre quis, como as que você nunca quis.
Mas uma pergunta não sai da minha cabeça: como será que eles são selecionados?
Será que é possível controlarmos o que irá dominar nossa mente noite por noite? Ou isso será sempre aleatório?
Acho que a graça dos sonhos está no espaço de onde ele sai. Da imensidão de nossos pensamentos, se seleciona algo. Seja uma reflexão que já passou pela nossa cabeça, ou que a partir daquele dia vai começar a passar.

#nostalgia on

Quando era criança, sonhei mais de uma vez com meu aniversário.
Era uma festinha feliz, sempre na casa da minha avó.
Mas, como uma quebra da perfeição, começava um assalto e os ladrões aniquilavam todos ali presentes. E lá se ia toda minha família, amigos & outros.
Algumas vezes, eu acabava por morrer (ou é o que eu imagino, com o sonho tendo fim na arma apontada para mim). Outras, eles iam embora e não notavam o garotinho na quina entre um dos pilares e a parede.
Queria compreender o que isso representa. Mas passou minha infância, passa minha adolescência, virá minha fase adulta e, posteriormente, minha fase de idoso, e não creio que serei capaz de compreender.

#nostalgia off

Qual seria o melhor sonho? Aquele que não entendemos e ficamos fazendo milhares de análises em cima deles, ou os que retratam algo concreto demais para ser verdade? Há também aqueles que seriam uma espécie de premonição. Esses são os mais curiosos e intrigantes. Não lembro de ter sonhado nada assim, e, sinceramente, desejaria não ter de sonhar.
Será que esse desejo de “eu não quero ser vidente” me faz não ser? Mais uma vez volto a me questionar: será que podemos manipular nossos sonhos?
Se sim, ou não, isso é uma incógnita.
Mas que eles “tornam real” o que se passa na sua cabeça, isso é um fato.
Por isso, “não devemos deixar de sonhar”. Nem no sentido de almejar algo, nem no de fechar os olhos e deixar fluir a mente enquanto se dorme.
Sonhar é algo realmente interessante.

Embora hoje eu refute cada vez mais a ideia de controle do que se sonha, essa experiência psíquica ainda me rende muitas reflexões. Acordar e lembrar dos pensamentos que se passaram por sua cabeça durante o sono da noite anterior é sempre curioso. Não há como não parar para se pensar a respeito, seja um sonho bem simples e banal ou algum completamente surreal. Sei que muitas das perguntas que se passam na minha mente terão respostas na Psicologia, mas ela também se encarregará de trazer ainda mais questionamentos.

Assim, a única certeza que eu tenho é que eu não vou querer nunca parar de sonhar. Afinal, qual a graça da vida se não tivermos sonhos para viver? =)

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