Rehab: Resultados

  Fiquei até mais de um mês envolvida com meu rehab organizacional, neste meio tempo, vim para Recife passar as minhas sonhadas férias, mas com essa pendência na cabeça. Confesso que entre o dia que eu cheguei e o fim de 2015, uns 8 dias, vivi no mais absoluto caos, com malas parcialmente desfeitas e coisas espalhadas. No entanto, o meu velho conhecido caos já não era tão bem vindo. Joguei sacos e sacos de tranqueiras desnecessárias fora do meu antigo quarto e doei sacos e sacos de roupas sem uso. Apesar de ter demorado uns 3 dias para fazer a cama direito depois de por alguns lençois para lavar (não, eu não faço a cama todos os dias mas bati a meta de não acumular tranqueiras), eu descobri um novo desconforto diante da bagunça. O que é algo totalmente novo para mim.

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Vamos revisar as metas e avaliar o andamento ‘rehabiano’ deste mês:

1. Não ter objetos no trajeto eterno entre a cama e a mesa (de dia, tudo jogado na cama, de noite, tudo jogado na mesa, segue o ciclo infinito)
Resultados: Consegui parar este ciclo infinito com uma solução simples, eu descobri que preciso ter espaços vazios, que parecem inúteis 90% do tempo mas são ótimos nos outros 10%, para guardar coisas de uso corrente, tipo minha bolsa/mochila, ou guarda-chuva (sim, Porto Alegre demanda uso corrente de guarda-chuva), quando eu estiver em casa. Tendo lugar específico para guardar, perde-se a necessidade de espalhar em toda superficie livre.

2. Não deixar pratos na pia por mais de uma hora
Resultados: O fato de eu ter conseguido bater esta meta se resume a uma máxima do meu pai (que tem umas máximas boas, mas  ainda não superou o caos), que é: “Você precisa se incomodar com a bagunça”. Esta frase resume o espírito de todo esse mês, na verdade. A grande mudança que eu senti, foi justamente me desacostumar a ter tudo jogado. Pratos na pia agora me incomodam, e eu as vezes até lavo alguma coisa alheia que esteja jogada só para ver a pia completamente limpa. Também é verdade que se eu estiver atrasada, deixo os pratos do café, por exemplo, por lavar. Mas o fato de eles estarem ali me incomoda, e vê-los quando chego já é motivação suficiente para que eu vá lavá-los logo.

3. Fazer todo o ritual de faxina uma vez por semana
Resultados: esta meta, eu diria que só foi 40% atingida. Já consigo sentir o tal do incômodo paterno, mas só quando eu consigo VER o pó, o que já indica um acúmulo considerável.

4. Não dormir com lixo aguardando ser retirado na área de serviço
Resultados: Meta 80% atingida, eu diria. Eu me incomodo com lixeira cheia e a esvazio prontamente, tenho um sistema eficiente de retirada de lixo do meu quarto (derivado do pânico que me dá imaginar uma barata no quarto) mas, ao juntar vários lixos num saco grande para descer, eu, não raro, esqueço de descê-lo na hora de sair. O que eu quero tentar fazer é colocar essa descida do lixo na minha rotina matinal, e por o sacão ao lado da porta, para evitar esquecimentos. Mas esta estratégia está por ser implementada na volta das férias.

5. Uma hora depois de acordar estar já trabalhando, sem pausas muito longas com YouTube, entre outras distrações
Resultados: Esta foi 10% atingida, e me dói porque eu já fui bem mais eficiente nisso antes dos smartphones entrarem na minha vida. As vezes eu consigo até escapar a tentação de checar o que está acontecendo ‘no mundo’ logo depois de desligar o despertador. Mas dificilmente esta resistência dura uma hora. As vezes eu me sinto como uma criança pequena no shopping, cujos pais põem uma tela para fazer o trabalho de babá, porque frequentemente eu preciso desta ‘babá’ na mesa de refeição, no banheiro, ou enquanto estou esperando algo ou alguém. Para mim, os reflexos na minha capacidade de manter atenção são claros, o que é péssimo para alguém que está estudando. Esta última meta talvez seja tema de um futuro rehab individual, com submetas próprias.

Espero que tenha ficado claro o meu esforço para ser o mais sincera possível sobre as dificuldades e mudanças envolvidas neste processo. Mudar de hábitos definitivamente não é fácil, mas ao sentir as mudanças acontecendo, pode se tornar até divertido e traz uma sensação de orgulho e de vencer a gente mesmo. Eu pessoalmente me sinto até uma ‘adulta’ melhor. A verdade é que a gente sempre se incomoda de estar num espaço empoeirado ou desordenado, e a mudança está justamente em dar voz a este incômodo e buscar uma rotina que inclua dobrar as roupas e guardá-las logo, fazer a faxina do banheiro, etc. e naturalizar essas coisas, que deixam de parecer grandes sacrifícios bem aos poucos.

Caso vocês tenham gostado das mini-dicas organizacionais que vieram desta experiência, digam pra gente. Eu posso tentar encontrar outras formas para falar deste tema, inclusive fazer outros posts deste tipo com outros temas. Eu achei bem interessante ter este foco voltado para este problema com metas delimitadas, o que me permitiu me cobrar de maneira mais efetiva. Se alguém mais se animar de tentar implementar metas assim, comentem com a gente e, se se interessarem, façam um post para a gente publicar!

 

 

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