Metas para 2016

Fazer metas não é tão fácil quanto parece, pelo menos para mim. [Na verdade, sendo uma overthinker, nada é simples]. Sempre fui uma pessoa muito introspectiva que sempre teve muita convivência com atividades e materiais de “auto-ajuda”, então sempre convivi bastante [o que não significa pacificamente] com as perguntas “quem eu sou?” “onde quero chegar?” “que impacto isso vai ter para o mundo?”, etc. Mas nos últimos dois anos, minha vida, meu endereço e meu juízo passaram por uma reestruturação. Ano passado foi o primeiro ano que precisei pensar em metas dentro desse novo ciclo de vida, mas acho que ainda não estava preparada e foi um momento superficial [mais por costume do que por sentir necessidade]. Esse ano foi um novo momento e 2016 é um ano com todo um novo significado para mim. Desde outubro, não paro de pensar em 2016 e, portanto, em todas aquelas perguntas que falei anteriormente [e tantas outras]. Enfim, acho que estou conseguindo terminar o ano em paz com tudo o que aconteceu e com tudo o que precisa acontecer.

Toda essa explicação foi para dizer que não foi simples o trabalho de pensar nas metas. Não foi chegar e escrever o que quero, mas repensar diversos pontos da minha vida, entender quem eu sou, onde estou e onde quero chegar. Por isso, as metas aconteceram em etapas.

Your core values

Acho importante ter determinado quem vc é, em que vc acredita e quais seus valores. Sabendo isso, é possível determinar como serão suas caminhadas e decidir em momentos de bifurcação. Para me ajudar nessa tarefa, peguei essa lista gigante e pré-pronta do podcast Coaching for Leaders e fui por eliminação, até chegar em valores que não se eliminavam mais. Como tudo na vida, é comum haver variações nos valores ao longo do tempo, mas por enquanto esses são os meus:

  • Crescimento: acredito que estamos vivos para melhorar e crescer a cada dia, em cada momento e em cada situação. Seja em questões emocionais, profissionais, conhecimentos, o que for, não quero nunca deixar de aprender e de crescer.
  • Gratidão: agradecer é voltar para si e para o que é maior que vc. Não precisa de religião para isso, e é um sentimento/prática que me traz muita paz e força para continuar. Trazer a gratidão para o consciente e praticá-la mudou minha vida e minha personalidade nos últimos anos.
  • Significação: fazer o que faz sentido para vc é a maior forma de viver intensamente. Acho que inglês a palavra faz mais sentido para mim, procurar sempre o meaning. Não quero me esquecer também das palavras que não consegui eliminar por achar que se relacionam: responsabilidade, engajamento, disciplina e consistência.
  • Autonomia: não sei se ainda é resquício da adolescência, mas acho muito importante ser livre e independente. Ser responsável por si é o maior fardo e a maior força.
  • Equilíbrio*: esse na verdade não é um valor meu, é um desafio. Sou daquelas pessoas all-the-way, e tenho tendência a focar. Gostaria muito de aprender a me equilibrar instead.

Metas por áreas

O próximo passo para mim foi entender quais são as áreas importantes e centrais da minha vida e definir metas para cada uma delas. Não vou colocar cada uma delas aqui pra o texto não ficar muito maior do que já está, acho importante só comentar pontos que me ajudaram a organizar o juízo: i. definir uma quantidade máxima de metas para cada área, para não sair de controle [no meu caso, escolhi quatro porque é o dia e o mês do meu aniversário, rs]; ii. ser o mais específico possível, também é uma forma de clarear e focar o mindset pra realizar coisas, invés de ficar só no pensamento [por exemplo, invés de colocar “aprender uma língua nova” como fiz ano passado, coloquei “aprender espanhol”]; e iii. seja realista e sincerx.

As áreas que defini como centrais para a minha vida foram:

  • Pessoal
  • Família
  • Saúde
  • Trabalho
  • Estudo
  • Finanças

Ler o livro Creating Your Personal Life Plan de Michael Hyatt me deu algumas ideias de como transformar metas abstratas em ações. Esse é o primeiro ano que uso isso, então não sei ainda como vai funcionar. Peguei só algumas das sugestões dele, e vou testando e adaptando de acordo com a necessidade. Baixei o Evernote [que sempre tentei usar e sempre em algum ponto desiti. decidi tentar de novo esse ano] e criei uma pasta chamada “Life Plan” e nela coloquei em cada nota uma área da vida e respondi as seguintes questões sobre a área:

Visão de futuro
Realidade corrente
Metas para o ano
Objetivos para o I trimestre
Objetivos para o II trimestre
Objetivos para o III trimestre
Objetivos para o IV trimestre

Espero que esse tipo de organização me ajude a ver meus objetivos e metas mais claramente, e me ajude a transformá-las em ação e realidade. {A cada fim de trimestre, vou atualizar as respostas e definir os objetivos pro trimestre seguinte].

Metas para 2016

Das metas por áreas, separei as que são mais importantes para mim e as que são chaves nas áreas. Sem elas, outras não funcionam. Então, em resumo, o que quero conquistar no próximo ano é:

  • Encontrar um emprego fixo que me sustente
  • Morar num quarto ou casa individual, sem abrir mão da liberdade
  • Alimentação vegetariana e saudável
  • Atividades fixas, regulares e consistentes no Teto
  • Entrar ou me preparar para o mestrado
  • Viagem internacional, de preferência meaningful

Lembre-se que tão importante quanto ter metas é revisá-las. Então encontre a melhor forma de encaixar as revisões na sua rotina: pode ser semanalmente, trimestralmente, semestralmente… Acho importante dois formatos: ver com frequência, tipo toda semana mesmo. Sabe aquele dia que vc separa pra organizar sua agenda, sua semana, seu cardápio? Inclui nesse dia revisar as metas, dessa forma vc garante que elas sempre entrem no planejamento da rotina e não sejam esquecidas. Além disso, no meio do ano [ou no seu aniversário, de repente] vale fazer um course correction, ver se as metas que vc criou foram alcançadas, ou não e por quê, e definir se elas ainda fazem sentido pro seu plano de vida.

Projeções para o futuro

Pra terminar esse exercício de introspecção, de todas as conversas que tive esse ano sobre todos esses assuntos, uma coisa ficou clara: não tem como saber para onde ir se vc não sabe onde vai chegar. Nesse ponto, fiz dois exercícios:

  1. Desde de meu aniversário de 25 anos, criei e venho mantendo e atualizando uma lista de coisas que quero fazer antes dos trinta anos. Em algum momento, vou compartilhar por aqui, mas por enquanto o #30antesdos30 ainda não ta pronta.
  2. Um dos exercícios que mais odiei a minha vida inteira [inclusive, deixei de ir em entrevistas para não ter que respondê-lo], mas que hoje entendo a importância é imaginar onde vc quer estar em 5 e em 10 anos. Pra quem, como eu, vê todas as variáveis que interferem nessa questão e sempre se perguntaram “como é que danado eu vou saber?”, devo dizer que finalmente descobri que não é um exercício descritivo, mas de desejo/vontade/sonho que vai guiar suas ações. Fiz pela primeira vez na vida e fiquei bem satisfeita com isso.

Para me ajudar nesse post denso e íntimo, usei algumas referências: a primeira foi o podcast Coaching for Leaders, que tem uma sessão super focada nesse tipo de conversa [usei principalmente os episódios 20: Your Core Values, 22: Creating Your Personal Vision e 23: Your Annual Action Plan]. O segundo foi Michael Hyatt, que nesse fim de ano está com um projeto chamado Best Year Ever, que também fomentou meu pensamento. Por fim, um pouco de tudo que já pensei e aprendi sobre fazer metas está nesse post antigo que escrevi pro Pele de Reboco, vale a pena relembrar.

Devo dizer que estou muito confiante quanto ao próximo ano. Não só em relação a mim, mas em relação a movimentação social e de pensamento que tenho visto recentemente. Mal posso esperar para tudo isso começar.

Desejo a todos um fim de ano maravilhoso. E que o rompimento do ano seja refletido em um rompimento de preconceitos, de caixas e de velhas opiniões formadas sobre tudo.

Beijos muito amorosos e até 2016! (:

Some people live 80 years… most people live one year 80 times.

— Zig Ziglar

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